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Adrian Miller
Assim que Verônica entrou no quarto,
pensei realmente que pudesse ter sido a Sara. É incrível como ela ficou ainda
mais parecida. Idêntica, eu diria. Meu coração começou a bater descompassado e
eu devo ter ficado com uma expressão horrorizada, pois consegui ver o medo nos
olhos de Verônica.
Com todos esses acontecimentos, a
abertura da investigação sobre o acidente, Charles, a gravidez dela, eu tenho
ficado tenso. Ainda tentando lidar com esses problemas de forma que não afete
nosso relacionamento. Acontece que se Sara realmente estiver viva, eu não sei o
que farei. Não acredito que ela possa estar viva todo esse tempo e não
ter me procurado, voltado para casa... Não quero acreditar que todos esses
anos, eu fui enganado pela mulher que amava. Prefiro acreditar que ela está
morta.
“A não ser que... Não... Não seria
possível... Será que ela pode estar sem memória perdida em algum lugar? Mas e
meu filho? E se ele sobreviveu? ”
Não é justo depois de tanto tempo, eu
acordar e ver que meu mundo está desmoronando mais uma vez. De uma coisa eu
tenho certeza, eu amo Verônica, incondicionalmente, sou louco por ela, e, não
deixarei que nada atrapalhe nosso amor.
Olho ao meu lado. Verônica ainda dorme
como um anjo. Seus cabelos loiros esparramados no travesseiro, me dá uma
sensação de Dejavú. Fecho os olhos não querendo lembrar do meu passado.
Tento afastar as lembranças mas é quase impossível. Ela se mexe e vira seu
lindo rosto para mim. Abre os olhos e dá um belo sorriso.
— Bom dia – ela diz.
— Bom dia – respondo ainda observando-a
atentamente.
— Dormi demais. Precisamos nos levantar
– ela diz colocando o lençol envolta de seu corpo nu e sai da cama em direção
ao closet.
— Ainda é cedo – digo. — Temos muito
tempo. Temos que estar no aeroporto às oito e meia – concluo olhando para o
relógio que marcam sete da manhã. — Chegaremos a Las Vegas às nove da noite.
— Achei que chegaríamos mais tarde –
ela diz pegando sua roupa.
— Teoricamente sim, se esqueceu do
fuso-horário? – digo levantando-me da cama e indo em sua direção.
— Porque não podemos fazer isso outro
dia? Tem que ser mesmo lá? – ela me olha confusa.
— Achei que quisesse ser minha esposa.
Não quero esperar para ter que me casar com você. A não ser que faça questão de
festa e convidados em nosso casamento – olho para ela que parece estar
ponderando a possibilidade.
— Sabe que não tenho ninguém – ela diz
tristemente.
Envolvo-a num abraço e a beijo.
— Você tem sim. Tem a mim, nosso filho,
Terry que te adora, Maria e sua mãe.
— Mas minha mãe não poderia comparecer
em nosso casamento. Não vejo motivos para fazermos uma festa – ela sussurra
derrotada.
— Se você quiser,
podemos esquecer o casamento em Vegas e providenciar aqui, do jeito que
preferir.
— Não. Eu quero me casar com você. Não importa o lugar, apenas
quero ser sua, para sempre – ela diz e meu peito fica em chamas. Ela me beija e
se afasta caminhando até o banheiro. Então, sigo minha futura esposa e entro no
banheiro fechando a porta.
Após nosso banho, já estou pronto para sair.
— Querida você precisa comer alguma coisa antes de ir. Precisa
se alimentar.
— Não estou com fome, Adrian – ela diz terminando de colocar sua
sapatilha.
— Você pode não estar, mas nosso filho sim – digo puxando-a para
mim e a beijo. Passo minha mão por sua barriga e ela ri. — Não vejo a hora de
sua barriga estar enorme.
— Espero que demore um pouco até eu chegar
no estág